Calvície: Causas e Tratamentos

Causas da calvície

O motivo de maior peso para o desenvolvimento da calvície é a genética. Assim, as pessoas que possuem histórico de calvície na família (especialmente avô e tios maternos) detêm uma alta sensibilidade ao DHT (dihidrotestosterona), que é um hormônio masculino cerca de duas vezes mais androgênico que a própria testosterona. Quando ocorre uma interação entre a testosterona e a enzima 5-alfa-reductase o referido hormônio é convertido em DHT. Consequentemente, o folículo capilar passa por uma miniaturização. Com o passar do tempo, essa miniaturização desenvolve a calvície. A enzima 5-alfa-reductase possui sua maior concentração nos folículos capilares, ou seja: a testosterona permeia o folículo capilar, encontra-se com a referida enzima, surge o DHT, e o folículo acaba tendo o tamanho reduzido. O mesmo se aplica aos pelos, pois todos eles possuem a 5-alfa-reductase.

Além da predisposição genética, existem fatores ambientais que influenciam diretamente sobre a calvície. Um deles é o estresse, representado pelo nível elevado e crônico de cortisol, que é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais. A função dele é manter o organismo em estado de alerta. Assim, toda vez que alguém apresenta um estresse muito alto a produção de cortisol é ampliada como uma resposta automática do organismo.

Quando o cortisol permanece por muito tempo na corrente sanguínea ele começa a provocar a queda de cabelo. Isso acontece porque o corpo entende que algo está errado e que, portanto, ele deve concentrar forças em outros locais. O cabelo sempre fica em segundo plano para o organismo. Logo, sempre que o indivíduo apresentar algum problema, como um desequilíbrio emocional ou físico, ocorrerá a queda capilar.

Outros fatores são o uso de drogas e estimulantes, como nicotina, cafeína, e anfetaminas; má nutrição (especialmente carência de proteínas e enxofre); dietas prolongadas; cirurgias; infecções do canal dentário; sono irregular (ou insônia); depressão; fumo; e exposição excessiva à radiação solar. Os fatores que mais contribuem para a queda capilar são o estresse, a má nutrição, o sono irregular, e o tabagismo. Ao somar a predisposição genética com os fatores ambientais, o resultado será a calvície.

calvicie-causas-tratamento

Tratamento para a calvície

Existem algumas substâncias que inibem a 5-alfa-reductase, encontrada na base do couro cabeludo ou dos pelos. Uma dessas substâncias é o óleo de coco, que possui uso tópico e sistêmico. O princípio ativo é o ácido láurico, que ao entrar no organismo se transforma em monolaurina.

Outro composto com o mesmo fim é o Epigalato-Catequina-Galato (EGCG), encontrado abundantemente no chá verde. Além disso, existe o tratamento medicamentoso através do uso da finasterida, que não é muito indicada devido ao excesso de efeitos colaterais.

Existem substâncias que revertem o processo de miniaturização do folículo capilar e estimulam o crescimento do fio. Trata-se de uma solução de minoxidil 5%, que também é uma medicação, mas com efeitos colaterais diminutos.

Protocolo para tratamento da calvície (alopecia androgênica)

A alopecia possui os estágios inicial, intermediário e avançado, para os quais o referido protocolo de tratamento apresenta eficácias alta, mediana, e diminuída, respectivamente. Podem ocorrer variações, ou seja, o indivíduo pode responder muito bem ao tratamento mesmo tendo uma alopecia avançada.

Primeiramente, deve-se usar óleo de coco extra-virgem (uso sistêmico). O indivíduo deve ingerir 3 colheres de chá por dia. O produto age sobre a inibição da enzima 5-alfa-reductase. Vale ressaltar que a dosagem indicada é mais potente quanto ao combate da 5-alfa-reductase do que a própria finasterida, que seria uma medicação farmacêutica. Portanto, o óleo de coco é muito eficiente no que tange à inibição imposta à enzima focada.

O óleo de coco extra-virgem também deve ser usado de forma tópica, ou seja, através de umectação. Neste caso, a medida também é de 3 colheres de chá, mas a aplicação deve ocorrer uma vez a cada 15 dias, sendo efetuada diretamente sobre o couro cabeludo. O efeito será o mesmo citado anteriormente, mas de forma localizada.

A solução de minoxidil 5% também é de uso tópico e deve ser aplicada diretamente sobre o couro cabeludo. É possível adicionar mais 5% de Pantogar na solução a fim de obter um efeito mais visível. A utilização deve ocorrer uma vez ao dia e preferencialmente à noite, pois o produto deve agir dentre 4 a 8 horas. O minoxidil atua na reversão do processo de miniaturização.

Outro elemento do tratamento é o chá verde. Caso o indivíduo opte pelo uso do extrato de chá verde, que é comercializado em cápsulas, a dosagem é de 400 mg, consumidos uma única vez ao dia. O extrato de chá verde é um potente inibidor da enzima 5-alfa-reductase. No caso da própria bebida, a medida gira em torno de 2 a 4 xícaras do chá, que equivale aos 400 mg do extrato. O consumo do chá deve ser fracionado ao longo do dia.

Ainda com relação ao chá verde, vale lembrar que as pessoas com hipersensibilidade à cafeína não devem utilizá-lo, pois não conseguirão dormir e apresentarão todos os efeitos secundários indesejáveis da cafeína. Além disso, jamais se deve utilizar o chá verde misturado com o extrato da planta. O uso deve se limitar a um dos dois. Do contrário, o consumo pode ocasionar sobrecarga hepática. Ademais, o Epigalato-Catequina-Galato (EGCG) promove a manutenção da juventude por favorecer a produção de telomerase, que é a enzima da juventude. O EGCG reduz câncer de próstata, mama, e útero, entre outros. Portanto, as pessoas com predisposição a alguma dessas doenças são aconselhadas a consumir o chá verde de forma regular.

Também é recomendada uma alta ingestão de proteínas durante todo o andamento do protocolo de tratamento. Afinal, não adianta fomentar um grande crescimento do cabelo e não ter matéria-prima de formação do fio, que é a proteína. No caso, o ovo deve ser um fonte proteica prioritária, pois o alimento é rico em enxofre, substância utilizada na confecção do cabelo.

Consulta com dermatologista

Por fim, vale frisar que as pessoas jamais devem se automedicarem. Elas devem procurar por um médico, preferencialmente um dermatologista especializado em cabelo.

Crédito: Remédio para nascer cabelo

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

error: Conteúdo protegido!